Zombies e o filho que se levanta dos mortos

Imagem de Gerd Altmann por Pixabay

Estamos em pleno século XXI e acho difícil que alguém ainda não tenha ouvido essa palavra em algum lugar ou visto ela pela internet. Com o surgimento da internet o acesso a informação se tornou globalmente acessível e hoje com apenas um click ou com o acesso ao Facebook é possível ter acesso a diversos tipos de conteúdo, principalmente a cultura. Hoje existe algo que se chama de cultura globalizada. Não sabe o que é ? Sabe aquele Anime que você assiste ? É do Japão, certo ? (tá, tá, tá existem Animes da China também, não seja chato) ou seja, a cultura Japonesa pode chegar até o Brasileiro sem que ele vá até lá. Sabendo disso, nós temos o entretenimento americano como as séries e os filmes que abordam, diversos tipos de temática, principalmente sobre ZOMBIES. Um exemplo de uma série tri famosa é a “The Walking Dead” que está disponível na televisão (isso se você usa tv a cabo, caso contrário, só pelo Streaming mesmo). Os zumbies invadiram tudo, literalmente estão dentro de nossas casas. Quem nunca viu pelo menos um meme de zombie que atire a primeira pedra.

O que são zumbies?

Agora você (talvez) esteja se perguntando: o que raios é um zombie? 

Então vamos lá. zumbie significa “morto-vivo”, uma criatura reanimada que anda entre os vivos e que um dia já foi um ser humano. Segundo o folclore, um ser humano que morre e volta a vida tem a “imortalidade” e comportamento alterado como por exemplo: ausência de consciência, imune a dor, fome, frio e calor e apresenta uma fome por carne humana (cééééérebro). Segundo o site “Mundo Estranho” A palavra “zumbi” é igualmente cercada de mistério, mas sua origem pode estar nos termos nzambi ou nzumbi, que, em alguns idiomas do oeste africano, significam “divindade” ou “espírito ancestral”. Resumindo: gente morta que volta a vida!

Religiões, cultura e zombies

É claro que é fácil falar sobre zumbis em 2020. Já temos um conhecimento sobre isso, nem que tenha vindo do filme “Shaun of the dead” (Quase todo mundo morto) protagonizado por Simon Pegg e Nick Frost. Mas o que quero dizer é que em algum momento da história a teoria dos mortos vivos deve ter surgido. É o que vamos ver agora. 

A mesopotâmia e a ilha dos mortos

Não podemos deixar para falar por último do lugar que é considerado o berço da humanidade, a famosa mesopotâmia. Se você não sabe, vou te refrescar os miolos: A mesopotâmia fica lá no oriente médio e é mais conhecida por abrigar os Iraquianos que fica entre os rios Tigres e Eufrates. Naquela época os povos famosos por habitarem o local eram os Sumérios, Amoritas (Babilônicos), Assírios e Caldeus. O local era muito fértil e acredite, foi lá que surgiu as primeiras formas de escrita. Foi lá também que os padres (ou sacerdotes) pensavam e elaboravam os pensamentos a respeito da morte e do renascimento e tinham uma forma de misticismo primitivo. Eles diziam que a terra dos mortos era o local para onde os mortos iam pois não poderiam renascer na terra dos vivos. Obviamente esse local precisaria de um responsável e como a vida humana vem das mulheres, logo a responsável pela terra dos mortos era uma “deusa” chamada Ereshkigal. Nesse conto, o deus Nergal ameaçou não se casar com ela então disse que mandaria os mortos para a terra dos vivos para devorá-los. E eis que nasce o primeiro relato de que os mortos voltariam a vida.

O Egito e a mumificação de Osiris

No Egito aconteciam coisas loucas também. Era um povo cheio de crenças e bem espiritualista. Se você assistiu ao filme “The Mummy” (A Múmia) com o comediante Brendan Fraser você vai me entender melhor o que eu estou dizendo. Na mitologia o deus Osíris, irmão de Set, causou inveja por governar todo o Egito onde Set armou uma armadilha para Osíris que o esquartejou em 14 pedaços. Depois sua esposa Ísis (que também era a sua irmã) o juntou novamente, dando origem a mumificação. Os Egípcios também tinham um livro chamado de “O livro dos mortos” falando sobre isso. Não é à toa que eles mumificavam os mortos e preservavam os corpos.

Os gregos e a sede de sangue

Aaaaa, a Grécia. Quem aqui nunca assistiu o desenho de Hércules da Walt Disney lançado em 1997 não sabe o que é infância. Ele é sem dúvida um ótimo desenho para se aprender a respeito da cultura grega e suas mitologias. A Grécia como vocês bem sabe acreditava na existência de uma terra dos mortos”, chamada de Hades e que era governado por ninguém menos que o próprio deus Hades, o deus dos mortos. Esse submundo era governado por ele e sua esposa Perséfone. Esse submundo era dividido em duas regiões onde uma delas era o Érebo, onde os mortos iam para serem julgados e o Tártaro, onde ficavam aprisionados os titãs. E a sede de sangue? pois bem, os gregos acreditavam que ao fazer sacrifícios com sangue aos mortos eles poderiam retornar a vida, pois o sangue simbolizava a vida eaAqui temos uma possível teoria do surgimento dos vampiros (que também são mortos vivos).

Os mortos vivos na cultura pop

Ótimo, até aqui nós descobrimos então o que é um zombie, o significado da palavra e um pouco de questões históricas. Agora precisamos investigar a origem dos mortos vivos na cultura pop. Eu lembro que além dos filmes, um dos contatos com mortos vivos que tive na adolescência foi através do vídeo game. Quem não lembra do saudoso “Resident Evil” lançado em 1996 para o PlayStation 1 que virou febre no mundo inteiro? Eu fui ter esse jogo muitos anos depois de ser lançado e foi quando comprei o PS One e até hoje a abertura do game me arrepia inteiro (Diablo II me arrepia mais). Também em 96 foi lançado o “House of the Dead” para Arcade, Sega saturno e PC e hoje em dia o catálogo ta tri maior. Por exemplo, entre os jogos mais recentes nós temos Dead Island, Dead Rising, Left 4 Dead e Zombies vs Plants (risos). Para quem curte leitura também não passa vontade. Em 2007 eu tive a oportunidade de ler “Apocalipse Z” escrito por Manel Loureiro onde um advogado espanhol ouve rumores de um incidente médico em um país no Cáusaso e começa a fazer registros em um blog pessoal até que a praga se espalha pela Europa. O livro pelo que eu me lembre é muito bom e hoje possui a trilogia fechada. Na cena nacional temos o livro chamado “Apocalipse Zumbi – Os primeiros anos” escrito por ninguém menos do que Alexandre Callari, um dos editores do selo e canal no YouTube “Pipoca & Nanquin”. Infelizmente esse eu nunca terminei de ler, achei a história muito presa. Mas recomendo o canal no youtube do pessoal do pipoca, pois tem muito conteúdo supimpa. Enfim, hoje a indústria tem explorado bastante o cenário, mas o que mais bombou com o passar dos anos foi a industria cinematográfica então vamos falar um pouco sobre ela.

Os zombies no cinema

Primeiramente quero deixar bem claro que existem diversos conceitos de mortos vivos, desde o famoso vampiro clássico que mordisca pescoço pra sugar sangue e se manter vivo por centenas e milhares de anos onde podemos citar o cláááássico filme mudo “Nosferatu” de 1922, o próprio Drácula de 1958 estrelado por Christopher Lee (RIP) e o filme Crepúsculo (risos). Temos até o mais cômico filme de múmia aos famigerados zombies que saem das sepulturas ou seres humanos vivos contaminados com um vírus desenvolvido pelo governo. O fato é que a industria cinematográfica tem liberdade de fazer um morto vivo do jeito que ela quiser e eis aqui um fato histórico importantíssimo: isso só é possível porque o primeiro filme de zombie com o tema apocalíptico produzido foi “A noite dos mortos vivos”, um clássico de George A. Romero lançado em 1968 que deveria ter um selo de direitos autorais nas cópias, mas não foi inserido porque esqueceram, passando a ser de domínio público, então qual quer um poderia utilizar aquela forma mágica de morto vivo e fazer o que quiser com ele. É por isso temos diversos tipos de zombies por aí: rápidos, inteligentes, os que correm, falam, os mongoloides e por aí vai. Outro fato histórico é que o primeiro filme de zombie produzido na história foi o “White Zombie” lançado em 1932 que utiliza de crenças Haitianas de feitiçaria para manipular pessoas. Apesar de tudo isso, foi com George Romero que a coisa tomou forma. Agora, perceba que o universo ficcional dos mortos vivos não tem uma preocupação em dizer como tudo começou. O que os consumidores querem é ver carniça pra todo lado, tiroteio, gente sendo fatiada ao meio e sangue pra todo lado e quanto mais sangue melhor então o cinema explora esse lado (não vou generalizar, deve haver alguma coisa por ai que se preocupa em explicar o que ta acontecendo, mas eu não me lembro de nenhum). Inclusive, eu me recordo que quando eu tinha 18 anos eu tentei fazer um curta metragem de zombie (trash mesmo, era uma câmera muito paia, não a nível tekpix, até que era boa) onde a história girava em torno de um loko na rua parado e do nada aparece alguém perguntando se ele estava bem, eu virava e mordia quem estava perto, pronto, infecção pra todo lado. Enfim. 

No Cristianismo também tem relatos de mortos vivos. Nós cristãos acreditamos na vida, na morte e na ressurreição dos mortos (não comem cérebros, mas assustam pra valer) e na bíblia a gente pode acompanhar alguns relatos onde houve visões de mortos voltando a vida, temos analogias, profecias, em cenário apocalíptico e ressurreição de verdade. É claro que não é como é mostrado nos filmes, convenhamos, são coisas diferentes, mas dentro da nossa fé a coisa se desenrola de forma diferente e quero falar um pouco sobre isso. 

Lázaro: morte, putrefação e ressurreição

Nós podemos falar de muitas histórias de ressurreição citadas na bíblia, mas uma que eu gosto muito é a de Lázaro (não o leproso que Jesus curou, esse é outro cara) mas o irmão de Marta e Maria. Especula-se que ele era amigo próximo de Jesus pois quando estava por Jerusalém ele usava a casa da família deles como lugar de retiro e de descanso. Lázaro ficou muito doente e seu estado era tão grave que suas irmãs enviaram um mensageiro pedindo a ajuda de Jesus. Quando Jesus chegou até Lázaro ele já estava morto e enterrado a 4 dias. Falando em decomposição eu encontrei em um site de biologia algo sobre o estado de decomposição do corpo humano (se você tem estômago fraco pra essas coisas, pula):

Momento da morte: O coração para, a pele fica dura e de cor pálida, todos os músculos relaxam, a bexiga e intestino esvaziam, a temperatura corporal começa a cair 1 grau e meio (Fahrenheit) por hora;

30 minutos após a morte: a pele fica roxa e ‘cerosa’, os lábios e unhas da mão e do pé ficam com uma cor pálida, “piscinas de sangue” surgem na parte inferior do corpo, ss mãos e os pés ficam azuis, os olhos afundam no crânio;

4 horas após a morte: rigidez cadavérica começa a aparecer, o tom roxo da pele e piscinas de sangue continuam a aparecer, a rigidez continua a apertar os músculos do corpo por mais 24 horas.

12 horas após a morte: o corpo entra em plena rigidez cadavérica

24 horas após a morte: o corpo fica na temperatura ambiente, nos homens, o sêmen morre, a cabeça e o pescoço já possuem uma cor azul-esverdeada, o azul-esverdeado começa a se espalhar pelo resto do corpo, o corpo já possui um forte cheiro de carne podre;

3 dias após da morte: os gases presentes nos tecidos do corpo formam vesículas na pele, o corpo começa a inchar grotescamente, fluídos começam a vazar da boca, nariz, vagina e reto.

Lázaro não tinha mais jeito, tava mortão. Mas Jesus tem o poder sobre a morte e veja só algo interessante: no versículo 11 ele diz pros seus seguidores: “Lázaro, o nosso amigo, dorme, mas vou despertá-lo do sono.” Sabe, a morte é como um sono, a gente para de respirar e descansa. É isso o que aconteceu e é o que acontece com quem morre: uma pestana até que Jesus Cristo volte para julgar a terra. (eu poderia falar mais, mas estudar esse assunto é pano pra manga, vai ficar para a próxima). Mas voltando, Jesus tinha o controle da situação, ele sempre tem, então ele foi lá pra ressuscitar Lázaro. Chegando na cidade onde ele havia sido sepultado Jesus pede para ser até o túmulo e naquela época era costume de o povo sepultar os mortos em buracos nas rochas. Chegando lá Jesus pede algo que é assustador: remover a pedra que sela a entrada. Loucura né, pensa abrir um caixão de um defunto enterrado a tanto tempo, o fedor que não sai de dentro e o horror que é. Então, removeram a pedra e Jesus olhou para cima em oração a Deus e disse:  ― Pai, graças te dou porque me ouviste e em seguida ele diz: Lázaro, vem pra fora! e o morto se levanta e vai para casa acompanhado de suas irmãs, como se nada tivesse acontecido. 

Crucificação do monte da caveira

Jesus é o ator principal de toda essa peça. Se caminhamos até aqui foi para falar do próprio messias. Como você talvez saiba Jesus Cristo foi crucificado em uma cruz. Ele nunca cometeu nenhum crime, nunca falou mal de ninguém e nunca se virou contra o estado. Pelo contrário, Jesus Cristo amou todo os pobres, os pecadores, os bandidos, os doentes, as prostitutas e até os traidores e mesmo assim ele foi acusado pelos religiosos e julgado como criminoso. Antes de carregar a sua cruz até o local onde ele seria pregado, ele foi chicoteado com um azorrague (um chicote utilizado na antiga roma que era formado por 8 tiras de couro e em cada ponta tinha um material cortante ou osso de carneiro) e sua carne rasgou e foi estraçalhada, sangrando muito. Além disso, teve que carregar uma cruz de madeira  de aproximadamente de 100 quilos por todo o percurso. Chegando no monte da caveira, suas mãos e seus pés foram pregados e sua cabeça perfurada com uma coroa de espinhos. Para aqueles que puderam assistir “A paixão de Cristo” dirigido por Mel Gibson vai poder ter uma ideia melhor do quanto ele sofreu, basta perguntar para quem viu o filme no cinema, onde muitos passaram mal durante todas essas cenas e muitos se levantaram e foram embora. Jesus ficou pregado na madeira por aproximadamente 6 horas até a morte. Antes de seu coração parar de bater, Jesus dá um grito na cruz, um último suspiro, abaixa a cabeça e morre. 

O levantar dos mortos

Nesse momento, a criação sente a morte de Jesus, o filho de Deus. Existe uma conexão entre a criação e seu criador e nesse momento, com a morte de Jesus o céu escurece como se estivesse em luto pelo filho amado que foi morto. A terra treme e as rochas nas montanhas de Jerusalém racham com os tremores e as tumbas se abrem e os mortos ali sepultados se levantam a vida e entram pela cidade. Nesse episódio nós vamos que quando Jesus morre os mortos se levatam. Deus dá vida nova aos mortos e esses mesmos mortos compreendem que foi o próprio criador que devolveu a vida para eles. Diferente das estórias de zombies, eles não matam os vivos e nem comem sua carne, mas anunciam que há um criador, que existe um legislador e que há vida na morte e que o impossível se torna possível. Esses mortos não geram mais morte, mas geram vida, vida para os que não tem esperança de que não acreditam mais que existe uma solução, para anunciar que com a morte de Jesus todos podem ter vida mesmo que morram. Da mesma forma que Lázaro saiu da tumba andando e foi pra casa o mesmo aconteceu com esses mortos. 

O filho que se levanta dos mortos

Um homem muito rico chamado José de Arimatéia pediu o corpo de Jesus a Pilatos para poder sepultá-lo. O corpo de Jesus foi enrolado em panos e deitado sobre a rocha. A tumba foi selada com uma pesada pedra como era costume da época. Dois guardas do império Romano vigiavam o local para garantir que não houvesse vandalismo ou tentativa de roubarem o cadáver. O seu corpo permaneceu lá por três dias e no terceiro ele ressuscitou. Ainda no terceiro dia um anjo desceu do céu, fazendo a terra tremer com a sua aparência de relâmpago e roupa branca que remove a pedra e fica sentado sobre ela. Os guardas que estavam lá viram o anjo e ficam com medo com o que viram. Outras testemunhas oculares foram Maria Madalena e Maria, tia de Jesus, que estavam indo visitar a tumba. O anjo então diz: ele não está mais aqui, ressuscitou. Esse é pequeno resumo da ressurreição de Jesus que cumpriu a profecia. Ainda dentro do período de 40 dias após a sua morte Jesus aparecer para seus discípulos, mostrando que estava vivo e que ele havia vencido a morte, um deles inclusive, chamado Tomé vê Jesus e não acredita então pede para pôr o dedo em suas feridas então só assim ele crê que Jesus está realmente vivo. O famoso pintor Caravaggio fez um quatro chamado “A curiosidade de São Tomé” que retrata esse momento, onde tomé coloca o dedo dentro da ferida de Jesus. Diferente dos outros mortos, Jesus Cristo não teve o corpo consumido pela decomposição. Cristo vive.

Mortos, porém vivos

Para encerrar vou falar sobre a morte e a vida. Se lembra que Adão e Eva vacilaram com Deus e fizeram o que ele  havia proibido ? Eles caíram nas mentiras de lúcifer e então foram banidos do paraíso criado por Deus. Por causa disso, não somente a raça humana como toda a terra foi condenada a sofrer por causa disso. Então por causa disso fomos separados de Deus e nosso tempo de vida com os dias contatos, por isso nascemos, vivemos e morremos. No antigo testamento a forma que os homens tinham de pedir perdão por seus pecados e crimes, era fazendo sacrifícios de animais puros como “troca” para que houvesse o perdão de Deus. Graças ao amor de Deus isso não é mais necessário. Jesus Cristo é o sacrifício perfeito por toda a raça humana. Ele foi o sacrifício do próprio Deus que perdoou os nossos pecados e crimes então não precisamos mais fazer holocaustos para pedir perdão, não somente isso, antigamente, somente os sacerdotes escolhidos poderiam estar diante de Deus e ouvi-lo falar. Hoje, todo aquele que diz acreditar em Jesus Cristo e no seu amor e no seu perdão pode falar com Deus. Ele nos perdoou e chama a gente de filho. Cristo viveu, morreu e ressuscitou, pois, Jesus é Deus e ele vive com a gente. Uma vez que estávamos mortos espiritualmente, hoje nós temos vida em Jesus.

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